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APRESENTAÇÃO
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    Com o avanço tecnológico e o crescimento do mercado na área da estética surgem, a cada momento, novas formas de embelezamento e correção corporal1. A Micropigmentação surge para facilitar a rotina, ressaltar ou revelar os traços individuais, melhorando a autoestima. Mas, também, tem a finalidade de minimizar imperfeições, através de procedimentos estéticos e paramédicos em sobrancelhas, lábios leporinos, reconstrução de aréolas (pós-mastectomia), cicatrizes, pequenas áreas de vitiligo, calvície, entre outros¹. E independente da razão que ela venha a ser realizada, é importante pontuar que a sua prática deve ser consciente, tanto em relação aos conhecimentos quanto aos riscos, que podem ocorrer². A Micropigmentação surgiu do conceito da tatuagem, com diferenças significativas entre elas, porém, tendo como ponto em comum, a implantação do pigmento na camada dérmica da pele, provocando um processo inflamatório.

    Apesar de a Micropigmentação ser um procedimento minimamente invasivo, um profissional não habilitado pode desencadear intercorrências (inter: entre; ocorrências: acontecimentos), de graus variados ao público submetido ao procedimento, até a sua evolução, incluindo a hiperpigmentação pós-inflamatória a impactos emocionais profundos. Desta forma, o grande desafio para o micropigmentador é saber lidar com as intercorrências na sua prática profissional e saber conduzir os procedimentos, para minimizar os agravos relacionados, que vão muito além do domínio da técnica. E para isso, ele precisa saber avaliar os parâmetros inflamatórios e as possíveis ações preventivas e também relacionadas, para oportunizar uma assistência com maior qualidade e melhores resultados.

    A inflamação é um processo complexo que envolve a reação dos vasos sanguíneos e linfáticos, com a participação de diversas células do sistema imunológico. O pigmento implantado sofre influências ambientais (radiação, medicamentosas, dentre outras) na derme e ainda pode mudar de localização, durante a fase de reparo tecidual³. Se a inflamação não for controlada, as boas práticas de Biossegurança não forem implantadas adequadamente, seguidas pela falta de conhecimentos atualizados pelo profissional, intercorrências inesperadas podem proporcionar agravos leves a extremamente graves.

 

    Em decorrência dos números crescentes de intercorrências, causados em indivíduos submetidos à Micropigmentação, houve uma grande necessidade de discutir estas questões com a comunidade e caminharmos para conscientização de mudanças de postura, visando à diminuição dos agravos provocados. O INFLAMICRO tem como principal objetivo proporcionar estas discussões, em sua primeira edição, relacionadas às intercorrências, com aprofundamento científico, principalmente devido à carência de publicações na área.

 

    Esperamos que através das discussões científicas fomentadas, o profissional possa lançar um olhar para o futuro, visando o seu aprimoramento constante, associado a uma postura ética e de responsabilidade, prevenindo ou minimizando as intercorrências que possam ser desencadeadas na Micropigmentação.

1. CUYPER, C. D. Permanent makeup: indications and complications. Elsevier 2008. 81 DALL GOBBO, P.; GARCIA, C. S. Estética Facial Essencial. São Paulo: Atheneu, 2010. 2. FDA. Tattoos & Permanent Makeup: Fact Sheet. FDA U.S. FOOD & DRUG ADMINISTRATION 2012. 3. VASOLD, R. et al. Health risks of tattoo colors. Springer-Verlag 2008.

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NOSSA HISTÓRIA
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PATRICIA PACHECO
COORDENADORA CIENTÍFICA

Bióloga formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Como pesquisadora, concluiu o doutorado em Ciências (área de concentração envolvendo Inflamação, Imunologia, Patologia e Farmacologia), pelo Programa de Biologia Celular e Molecular, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz/IOC). Posteriormente, desenvolveu o pós-doutorado na University of Massachusetts Medical School (UMASS – Estados Unidos), com ênfase em Imunofarmacologia da Inflamação. Como docente, atua em cursos de graduação (Medicina e demais áreas da Saúde) e também, em diversos, cursos na pós-graduação. Teve oportunidade de conhecer a Micropigmentação orientando o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do renomado micropigmentador Léo Calheiros, no curso de Biomedicina. E a partir de então, teve grande interesse em estudar e de aprofundar os estudos na área, principalmente, devido às poucas publicações científicas existentes. Como forma de especialização, fez muitos cursos na área da Micropigmentação. Atualmente, faz parte do quadro de professores da pós-graduação em Dermomicropigmentação e também, de Dermopigmentação Estética Reparadora. É idealizadora da Micro in science, que objetiva inserir Ciência na Micropigmentação, através da produção de conteúdos aprofundados, discussão científica e treinamentos especializados.

 
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CLEO RAMOS
COORDENADORA EXECUTIVA
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Empresária na área da beleza, graduada em Turismo com especialização em organização de congressos e eventos, com mais de 20 anos de experiência na coordenação de congressos. Foi Coordenadora Organizacional dos eventos da Estética in Rio e Estética in São Paulo, incluindo as Master Classes nacionais e internacionais na área da Estética e na Micropigmentação, por mais de 5 anos. Micropigmentadora formada pelo Instituto Léo Calheiros. Apaixonada por Micropigmentação e Empreendedorismo, realizou diversos cursos de especialização com renomados profissionais de atuação nacional, como Raphaela e Fátima Bahia, Ana Savoy, Alan Spadone, Philip Hallawell, Roberto Shinyashiki, Vera Boechat, Murilo Gun e Leda Reis e também, internacionais, como, Julia Winner, Julia Chebotareva, Alexsandra Maniuse, Elena Onika e Vicky Martin Method. Atualmente, é sócia da empresa Micro in science, junto com a Patricia Pacheco, a fim de fomentar discussões e aperfeiçoamentos científicos em várias áreas de atuação da Micropigmentação.

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14 A 16 NOVEMBRO 2021 • ONLINE

REALIZAÇÃO

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